Fico ansioso Falta verde no solo Calor nos corpos Show de horrores Meio fim. Quero o meio, sim para ir ao já-mais, curtir da Amy, o jazz, resgatar amores, colher raras flores. Sintonizar a freqüência louca, Beijar de novo a tua boca, Surfo ondas de bites, parar sei lá onde, fujo do bonde, Volto a Sierra Maestra, arquiteto o fim do fim.
*O mestre Wu Jyh Cherng certa vez contou a história de um imortal que para demonstrar sua imortalidade aos discípulos pegava um punhado de areia e esta escorria-lhe por entre suas mãos, como se elas deixassem de existir. Quando queria. Se queria voltar à humanidade, as mãos se solidificavam e a areia parava de escoar. Uma prova de afetividade taoísta. **poema afetado e feito para Ana Helena.
Quer fazer patrulhamento ideológico com um marxista, perguntem-no:
– Você tem plano de saúde privada?
Reparem, não é plano privado de saúde, mas é a Saúde privada. Privada de ser de todos para ser um produto alienado, u direito comprado por uma elite.
Sem moral, esse é um pensamento – e um negócio instituído – da práxis direitista e neoliberal. Traduz-se em manter o status qüo, optando por ser VIP (very important person): uma pessoa que muito importa, a despeito do mar de excluídos.
Estão do mesmo lado os direitistas e os anarco-comuni-nacionalistas que se fecham para gôzo em área vip. Excluem os companheiros, são elitistas, pois.
Por isso, ora nego me rotular – seja esquerda, centro ou direita –, e mais me apego à retidão. Miguel ou Lúcifer, evoco a natureza da reta espada. Guevara ou Napoléon, nossa natureza é de homens.
Não creio num líder vip, num herói, mas respeito um líder humano, que se faça homem ou mulher, e sente à mesa diante de qualquer um.
Fidel fez isso, saiu às ruas rodeado pela multidão; mas, já não o faz, seja por sua doença (mesmo que por idade, ela sempre nos chega) ou porque os humildes cubanos já não são tão ingênuos assim... Por hora, não julgo.
Recuso o papel vip (ou acadêmico) de julgar. Quero, no entanto, ser parte do todo, parte da história.
Quem sabe faz a hora. Vem vamos embora! E não me siga, pois estamos iguais: a caminhar.
Bom caminho! Desejo a todos, como se diz em minha tradição.
ouvi CHAO DE ESTRELAS no radio e me lembrei dum dia, numa madruga na Gavea, em que vc bebum cantou esse classico dos morros e falou de N. Cavaquinho...